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terça-feira, 5 de abril de 2011

Livro: Os Últimos Dias dos Romanov - Helen Rappaport


O tema desse livro - a familia imperial russa- me interessa bastante e eu devorei esse livro rapidamente. Desde adolescente, sempre tive interesse na familia Romanov mas sempre tive uma visão mais romanceada sobre o assunto. Afinal, aquelas fotos da familia com as meninas vestidas de babadinhos e o menino de marinheiro não são encantadoras??!! E foi por isso que eu adorei esse livro. Ele conta de forma realista como foram os dias que antecederam a morte do Czar Nicolau II e sua familia.

Cada capítulo do livro reprensenta um dia e começa no dia 04 de julho de 1918 e vai até o dia 18 do mesmo mês. Antes disso, temos uma introdução e um primeiro capitulo sobre o dia 30 de abril de 1918 que é quando a familia Romanov chega ao seu destino final, a casa Ipatiev em Ecaterimburgo.

Em cada capítulo, a autora descreve os fatos daquele dia assim como os acontecimentos históricos do país. Também aprendemos mais sobre cada membro da familia a cada capitulo. Achei o livro muito bem descrito e eu consegui me transportar completamente para dentro da história. Senti a angústia e a tristeza da familia Romanov assim como imaginei como deveria ser dificil a vida do povo russo nessa época.

Antes desse livro, eu realmente tinha uma visão totalmente diferente dos Romanov com aquelas versões tipo Disney mas após a leitura, agora posso dizer tenho uma visão bem mais completa dos motivos que fizeram com que o Czar e sua familia tivessem esse final trágico. Continuo com coração apertado quando penso em como devem ter sofrido mas agora vi um pouco do outro lado da história. Confesso aqui que quando cheguei ao capítulo doa dia 16 de julho, fiquei um pouco com medo do que eu ia ler e respirei fundo pois foi um assassinato chocante. Realmente recomendo esse livro para quem quer saber ou aprender sobre os Romanov de verdade.


E aproveitando o assunto, a autora do livro recomenda o livro The Fate of the Romanov de Greg King e Penny Wilson para quem quiser saber mais.


E eu não poderia deixar de falar sobre um livro (Anastasia: The Riddle of Anna Anderson de Peter Kurth)  que li em 1995 também sobre a familia Romanov, mais precisamente sobre a versão de que a filha mais nova, Anastacia, sobreviveu e reapareceu com o nome de Anna Anderson e causou alvoroço na Russia. Esse livro foi escrito antes da descoberta dos ossos dos Romanov mas até hoje, tem gente que acredita que Anna Anderson era a Anastacia e muita gente acredita que ela não passou de uma impostora... Só não vou comentar muito sobre o livro pois já tem tanto tempo que eu li que já nem lembro mais direito... mas com certeza esse livro contribuiu para a imagem romanceada, inocente e pura que eu tinha (e vou ter sempre um pouquinho) da familia Romanov. O filme da Disney "Anastacia" também contribuiu... rsrsrs


Errata: O filme Anastacia é da Fox Animation Studios e não da Disney.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Livro: 1599 - Um ano na vida de William Shakespeare


Desde que esse livro foi lançado no Brasil eu estou de olho nele. Venho lendo várias criticas e as vezes ficava com vontade de ler e outras vezes não. Até que encontrei-o em uma livraria em SP e resolvi levar para casa.

O autor, James Shapiro, escolheu o ano de 1599 na vida do dramaturgo e poeta William Shakespeare por se tratar de um ano onde ele realizou muito profissionalmente e também estava acontecendo muita coisa ao seu redor. Em 1599, William Shakespeare estava investindo no Globe Theater e escrevendo quatro das suas peças mais famosas: Henrique V, Julio César, Como gostais e Hamlet. A Inglaterra também vivia um período nebuloso: a rebelião irlandesa estava longe de ser contida, a Armada Espanhola se aproximava de Londres e a rainha Elizabeth I, em idade avançada e sem herdeiro direto, havia transformado a própria insegurança em censura: qualquer pessoa que a maldissesse poderia ser condenada à prisão.

O livro foca muito no que estava acontecendo nesse período na Inglaterra, quais eram os livros e as peças que estavam bombando com os elisabetanos e fatos que estavam acontecendo na vida de Shakespeare e assim, o autor tenta entrar um pouco em sua vida e o que pode ter influenciado suas obras no ano de 1599.

Eu não gostei  do livro e achei a leitura bem chatinha... O livro aborda mais o que estava acontecendo no país do que propriamente com Shakespeare. O autor até "avisa", não sei se avisa seria a palavra correta, mas ele fala que a vida do dramaturgo não foi quase documentada então muitas coisas são suposições mas ainda assim, eu estava esperando mais. Também esperava ler mais sobre a vida pessoal de Shakespeare, o que é praticamente inexistente nesse livro mas não posso culpar o autor pois ele também avisa aos leitores que esse não é o objetivo. 


Segue uma entrevista que o autor do livro deu para o jornal GLOBO:

Pergunta: Logo no início de seu livro o senhor menciona a persistência da crença de que não temos muitas informações a respeito de Shakespeare, e que mesmo sua existência seria algo duvidoso. Trata-se de uma ideia falsa, não?

James Shapiro: O tipo de coisa que as pessoas querem saber sobre Shakespeare, como que tipo de marido ele era, no que ele pensava ao escrever Romeu e Julieta ou Hamlet, que sentimentos experimentou em diferentes momentos de sua vida – todas essas coisas estão de fato perdidas para nós. Não há nenhum registro delas. Em termos de sua vida profissional, no entanto, há uma quantidade enorme de informação. São dados que dizem onde ele estava, com quem colaborava, que peças escrevia em certos momentos. Isso, no entanto, não é o bastante para satisfazer as pessoas interessadas na história de um gênio literário que passa por várias turbulências para criar sua obra.

Pergunta: Quais as razões para o senhor escolher 1599 como o ano ao qual se dedicaria?

James Shapiro: Coisas muito significativas para Shakespeare aconteceram em 1599. Uma delas, talvez a principal, foi a construção do Globe Theatre. Shakespeare se tornou um dos proprietários do teatro, algo que nunca havia sido, e enriqueceu com isso. A sociedade no Globe fazia com que houvesse um enorme interesse dele em garantir o sucesso do teatro. E nesse ano então ele veio com uma série de peças extraordinárias, Henrique V, Júlio César e Como Gostais, culminando com o início da escrita de Hamlet, talvez a maior de suas peças.
 
Pergunta: O senhor calcula que algo como um terço dos habitantes de Londres assistia a pelo menos uma peça de teatro por mês. O teatro obviamente era uma fonte importante de entretenimento, mas, mais do que isso, era também um meio fundamental na construção do modo como os ingleses entendiam a vida e a si próprios. O quão diretamente os eventos da época figuravam nas peças de Shakespeare e de seus contemporâneos?

J. Shapiro: A relação entre política e criação artística era muito delicada. Os dramaturgos, mesmo populares, dependiam de alguma conexão com a corte para garantir que seus teatros não seriam fechados de repente por causa de alguma intriga. Alguns contemporâneos de Shakespeare acabaram escrevendo grandes elogios ao Rei James, sucessor da Rainha Elizabeth. Há obras de Ben Jonson que hoje são constrangedoras de se ler. Mas Ben Jonson precisava ganhar a vida... Shakespeare era muito habilidoso em tocar em questões importantes, que mexiam com sua audiência, sem que ficasse claro que posição ele estava tomando. “Macbeth” é uma história sobre um rei escocês que é assassinado, e até hoje os acadêmicos não conseguem decidir se é uma grande crítica ou um grande elogio ao Rei James. O mesmo com “Rei Lear”. O importante era que as peças de Shakespeare ajudavam seus espectadores a entender o mundo em que viviam.

Pergunta: O senhor apresenta 1599 como um momento de transição da Inglaterra tradicional para a moderna, resumido em dois eventos daquele ano: a ruína do Conde de Essex, após seu fracasso na guerra contra os irlandeses, e a fundação da Companhia das Índias Orientais. Como Shakespeare se situava entre esses dois mundos?

J. Shapiro: Em alguns sentidos, Shakespeare parece ter sido muito conservador. Ele sem dúvida se importava com o status conferido pelos títulos de nobreza, e lutou para conseguir para si mesmo e sua família uma posição social melhor. Ele viveu num momento em que a Inglaterra decidia se tornar um império colonial mundial, mandando navios para várias partes do mundo. Shakespeare simplesmente não parece interessado nisso. O dinheiro que ganha, ele investe na compra de terras em sua cidade natal, e não em alguma empreitada comercial.

Pergunta: Shakespeare foi primeiro reconhecido como poeta, o senhor nota. O teatro, na época, era ainda considerado uma forma de arte menor?

J. Shapiro: Sim. Um sinal claro disso é que quando a Bodleian Library, em Oxford, começa a expandir seu acervo no século XVII, a instrução é recolher todo tipo de livro, menos coisas como peças de teatro e outras publicações “desimportantes”. As pessoas não pensavam no teatro como algo com valor literário. Era como as histórias em quadrinho são hoje. Muitas das peças da época de Shakespeare se perderam, e se não fosse pelos esforços de dois atores colegas seus, pelo menos metade das peças do próprio Shakespeare não teriam chegado a nós, entre elas “Macbeth”, “A tempestade” e “Júlio César”.

Pergunta: Seu livro mais recente, “Contested Will” (trocadilho com “Will disputado” e “Testamento disputado”), discute as teorias de que Shakespeare não seria o verdadeiro autor das peças de Shakespeare. Como o senhor vê essa discussão?

J. Shapiro: Ela diz muito mais a respeito de nós do que de Shakespeare. Pesquisando, descobri que essa ideia só aparece em 1850. Está diretamente ligada aos românticos alemães e à concepção romântica da obra de arte como expressão de experiências do artista. Daí a crença de que as peças de Shakespeare deveriam ter sido escritas por um nobre, não por um rapaz de uma cidadezinha qualquer. O problema é que há dez mil personagens nas peças de Shakespeare. Querer lê-las como autobiografia de alguém é como olhar para o céu e montar a constelação que você quiser

segunda-feira, 21 de março de 2011

Livro: Some Girls - My Life in a Harem


Confesso que andei um pouco sumida mas olhando pelo lado bom, agora que voltei, vou escrever sobre os ultimos três livro que li. O primeiro foi "Some Girls - My Life in a Harem" ("Algumas Meninas: Minha Vida em um Harém", sem previsão de lançamento no Brasil) da Jillian Lauren. Comprei esse livro no aeroporto de Miami pois já tinha acabado de ler o livro que levei para viagem e queria ler algo leve e despretensioso.

Esse livro conta a história real de uma menina  de 18 anos de classe média chamada Jillian Lauren que mora em NY e por intermédio de uma amiga, acaba indo para Brunei para participar durante duas semanas de festas organizadas pelo príncipe Jefri Bolkiah (irmão do Sultão de Brunei e na época, um dos homens mais ricos do mundo) em troca de US$20 mil. Lá ela se junta ao harém de 40 mulheres do príncipe.

A autora acabou se apaixonando pelo príncipe e ficou um ano no harém entre idas e vindas a NY. Dezenove anos depois, Jillian reuniu toda as histórias dessa experiência no livro "Some Girls". Enfim é uma leitura fácil e rápida.

Abaixo segue trechos do livro e de uma entrevista que ela deu à revista Marie Claire no ano passado.

LUXO, PODER E OSTENTAÇÃO:

"Pude perceber a importância da família real de Brunei logo que pisei no aeroporto. Havia um pôster enorme do sultão do país, Haji Hassanal Bolkiah Mu’izzadin Waddaulah, irmão do príncipe Jefri, a quem serviríamos. Dois homens usando gravatas e óculos escuros foram nos receber. Eram agentes do serviço secreto. Entramos dentro de um Mercedes-Benz preto com janelas fumê. Não disseram para onde iríamos. Depois de 20 minutos de estrada, chegamos a um complexo envolvido por enormes paredes brancas.

Quando um soldado abriu o portão, vi que o complexo parecia um parque temático infantil, inspirado nas histórias de Aladim. Em volta de um enorme palácio dourado, hectares de grama verde, uma piscina azul-turquesa reluzente e quadras de tênis. Havia também oito casas de hóspedes construídas em semicírculo. Nós, as americanas, ficaríamos hospedadas em uma delas. Parecia um set de filmagem nos anos 30."

AS FESTAS DO HARÉM:

"Logo na minha primeira noite em Brunei teve festa. Na verdade, toda noite era noite de festa. Coloquei meu vestido mais caro e fui com as meninas para o palácio ansiosa para impressionar. Fomos até um salão onde havia várias mulheres bonitas deitadas em divãs: tailandesas, filipinas e indonésias. Outras cantavam em um microfone de olhos fechados. Eram umas 40 no total. No fundo, havia uma pista de dança com um globo espelhado. Um DJ comandava o som. Logo que entramos, percebi que as meninas comentavam sobre nós.

Ari começou a nos explicar que as mulheres eram proibidas de falar com os homens da festa — o príncipe e seus amigos —, a menos que eles falassem com elas. Não deveriam mostrar as solas de seus sapatos (uma ofensa em países muçulmanos) nem manter a cabeça mais alta do que a do príncipe. Se passássemos na frente dele, deveríamos fazer reverência. Não era preciso dizer que tudo o que acontecia ali era confidencial.

As festas eram todas parecidas. As mulheres chegavam primeiro, depois os homens e, por último, o príncipe. No começo da noite, homens e mulheres conversavam normalmente enquanto bebiam. A certa altura, a luz diminuía. Eles se sentavam em sofás e as mulheres se reuniam na pista de dança e requebravam para eles assistirem. Duravam até de madrugada e só acabavam alguns minutos depois de o príncipe deixar o salão. Quando os organizadores se certificavam de que ele não voltaria, acendiam as luzes e desligavam o som. Até os homens pareciam exaustos no fim da noite. Ali, não havia sexo."

A PAIXÃO PELO PRÍNCIPE

"Logo na minha primeira festa, senti que o príncipe estava chegando antes de ele entrar na sala. As pessoas ficavam tensas com sua chegada. Ele vestia short, jaqueta e carregava uma raquete de squash. Quando apareceu, todas as garotas se viraram para ele. Era um homem bonito, apesar do cabelo espetado e de um bigodinho fino. Era forte, tinha músculos bem desenhados e cheirava a perfume caro. Era charmoso, dinâmico e enigmático. Atrás dele, dez homens igualmente devotos faziam a guarda.

Assim que nos viu no salão, o príncipe veio em nossa direção. Cumprimentou Ari, que nos apresentou. Ele não olhou para mim durante quase toda a noite. Tentei chamar a atenção, dançando no campo de visão dele. Estava entediada, achando aquilo chato, até o momento em que percebi que ele me olhava na pista. Ruborizei e senti uma corrente nervosa percorrendo meu corpo. Me senti importante, desejada. A festa estava no final.

Ele me ignorou por uma semana. Até a noite em que segurou meu braço enquanto eu caminhava. Quando parei e olhei para ele, fiz a reverência. Depois, ele colocou minha mão entre as dele, olhou para os meus olhos e disse: “Linda”. Em tese, aquele toque, aquele sinal de aprovação, não deveria significar nada para mim. Mas a lavagem cerebral deve ter surtido efeito e eu fiquei atônita. Embora me esforçasse para lembrar que era uma prostituta ali, acabei me apaixonando por ele."

Curiosidade: Hoje Jillian está casada com o baterista da banda americana Weezer e tem um filho adotivo. Mais informações: http://www.jillianlauren.com/

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Livro: Adestramento Inteligente


O livro de hoje é diferente de todos os outros que eu já li... Para deixar vocês todos por dentro de tudo, vou resumir como fui parar nesse livro. Ganhei um bulldog francês de Natal da minha familia e eu não tenho o meno "traquejo" com bicho... rsrsrs Mas me apaixonei na hora que vi a minha nova filhota e batizei ela de Lolla (os dois "L" são para imitar o meu nome que tb é com dois "L"...hehehe). Enfim como a Lolla é uma pestinha, antes de partir para uma adestrador, estou tentando educá-la sozinha e foi assim que cheguei a esse livro. Já estou com ela a dois meses...

O título do livro do autor Alexandre Rossi chama atenção e meus olhos brilharam na hora que li "Adestramento Inteligente". Depois que acabei a leitura, vou dividir com vocês tudo que aprendi:

- Deixe bem claro para o seu cão que você é quem manda.

- Se ele fizer xixi fora do lugar, não brigue pois ele pode ficar com medo de você e passar a fazer escondido, o que vai ser mais dificil de educar... Mas se ele fizer no lugar correto, recompense-o. (Não estou seguindo a parte de nao brigar... mas estou recompensando-a quando ela faz direitinho).

- Quando você for adestrar, escolha palavras curtas e dê enfase na primeira sílaba. Por exemplo, SENta, DEIta, Pega etc... Escolha uma palavra para cada gesto e evite palavras parecidas como ROda e ROla. Também evite palavras como VEM pois se você estiver em um lugar público e alguem gritar VEM, o seu cachorro pode se confundir...

- Tome cuidado com ossos naturais que devem ser esterilizados para não haver perigo de contaminação.

- Fale baixo com o seu cãozinho.

- Use sempre uma coleira no seu cãozinho.

- O uso do clicker é aconselhado como ferramento no adestramento. No livro tem um capítulo ensinando a usar o clicker. Até fiquei com vontade de comprar um...

Enfim, foi isso que eu aprendi... Sei que não foi muito e confesso que sou totalmente leiga no assunto então acredito que leitores mais avançados do que eu, vão aprender mais coisas. O lado positivo do livro é que ele falou de tanta coisa legal que podemos ensinar aos nossos filhos!! Desde educá-lo corretamente passando por brincar de pegar frisbee até ensinar dança p/ cachorro!!! Se eu conseguir fazer a Lolla urinar no lugar correto e não comer as paredes e nem os móveis da casa, já vo me dar por satisfeita!!! As únicas coisas que faltaram nesse livro foram umas aulinhas particulares com o autor ou um dvd com aulas práticas para socorrer nós leigos!! A Lolla se oferece como "cobaia" para aulinhas práticas!!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Livro: Pequena Abelha - Chris Cleave


Provavelmente não teria comprado esse livro mas estava indo viajar e o livro que eu estava lendo tinho um ritmo mais lento e eu não estava muito no mood para isso... então minha mãe que tinha acabado de comprar "Pequena Abelha" me emprestou para viagem.

Fiquei interessada logo que li a contra capa do livro. Passa uma coisa de mistério e suspense e resolvi embarcar nessa história. Nela está escrito o seguinte: "Depois de ler este livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Qundo o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como esta narrativa se desenrola." E é a pura verdade, o encanto desse livro é justamente a maneira em que os personagens vão contando a história e o desenrolar delas. Tudo bem que eu achei esse mistério um pouco exagerado pela história que é...

O que eu vou adiantar é que essa é a história de uma refugiada nigeriana (Pequena Abelha ou Abelhinha) e a sua relação com Sarah, uma jornalista inglesa e mãe de um menino de quatro anos chamado Charlie que tem um "complexo de Batman". Elas tem um primeiro encontro traumático que deixa muitas sequelas para ambas e para as pessoas ao seu redor e voltam a se reencontrar anos depois quando ambas estão em outro momento de vida.

O provérbio nigeriano que foi escolhido para iniciar o livro diz muito sobre uma das narradoras do livro (Abelhinha): "Se o seu rosto está inchado pelas duras pancadas da vida, sorria e finja ser um homem gordo." Vou deixar que vocês entendam isso ao longo da leitura.

Para terminar, esse livro vai ser adaptado para o cinema e será produzido e estrelado pela Nicole Kidman. O autor, Chris Cleave, também já teve outro livro adaptado para o cinema, "Incendiary" que foi protagonizado por Michelle Williams e Ewan McGregor. E um fato que eu achei curioso é que o título desse livro nos Estados Unidos e no Canadá é "Little Bee" e na Índia e na Inglaterra é "The Other Hand". Achava que o título só mudasse quando fosse traduzido para outras línguas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Livro: CultureShock! India


O livro que eu vou falar hoje na verdade é mais um guia do que qualquer outra coisa. Encontrei-o nessa última viagem que fiz aos Estados Unidos. Estava vendo a parte de viagens para ver se encontrava algum guia legal sobre a Índia e esse me chamou atenção assim que eu vi. A capa diz que já foram mais de quatro milhões de cópias dessa coleção (não o da Índia) vendidas.

O título completo do livro é Culture Shock! A Survival Guide to Customs and Etiquette e além da Índia, tem também sobre vários outros países como Camboja, Egito, Londres, Brasil, Paris, Sri Lanka, Tailândia, Emirados Arabes, Hungria, Vietnã, Cingapura, Russia. Tem uns países que não tem motivo da gente comprar mas tem outros que podem acrescentar alguma coisinhas para a gente...

O CultureShock! India é dividido em dez capítulos: 1) Primeiras impressões; 2) Visão geral; 3) Os indianos; 4) Adaptação; 5) Aspectos práticos; 6) Comida e entretenimento; 7) Aproveitando a Índia; 8) Comunicação; 9)Fazendo negócios na Índia; 10) Índia num piscar de olhos.

Todos os capítulos são subdivididos e a leitura é super fácil, rápida e você pode ler apenas os temas que te interessam. O guia me deu uma visão ampla da Índia e achei que valeu. Tem muita informação que só é útil para quem vai passar uma temporada lá ou para quem está indo a trabalho mas tem muita coisa voltada para os turistas.

Alguns dos temas abordados que me chamaram atenção foram: Chegada no aeroporto; Comida e restaurantes; Temperos e odores; Batedor de carteira; Transporte; Cenários; Religião; Idioma; Dicas para não cair em furadas clássicas; Dicas para andar na rua e viajar dentro do país; Costumes e boas maneiras; Tradições. Coloquei apenas alguns dos tópicos que achei interessante para vocês terem uma idéia do que a gente encontra nesse guia.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Livro: Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios


Esse livro já havia chamado a minha atenção por causa do seu seu título. Adorei o título, aliás é um dos títulos de livros que mais gosto. E algumas semanas atrás um amigo me indicou esse livro mas eu não lembrava o que ele tinha me dito, apenas que era um livro bom e resolvi comprar.

Não sabia muito bem o que esperar e o primeiro parágrafo da orelha do livro já pegou a minha atenção: "Queremos o que não podemos ter, diz o professor Schianberg, o mais obscuro dos filósofos do amor. É normal, saudável. O que diferencia uma pessoa de outra, ele acrescenta, é o quanto cada um quer o que não pode ter. Nossa ração de poeira das estrelas."

Não sei se esse livro pode ser chamado de romance, na minha opinião sim. Mas ao mesmo tempo, ele tem um lado policial, misterioso... Não quero falar muito sobre ele para não estragar a leitura de ninguém e assim como aconteceu comigo, espero que vocês possam se surpreender ao longo do livro.

O livro conta a história de um fotógrafo, Cauby, e o seu caso de amor com Lavínia, uma mulher sedutora, misteriosa, instável... e casada. Tudo acontece numa cidade pequena do Pará que fora palco de uma corrida de ouro algum tempo antes. Na história, conhecemos alguns personagens tão pitorescos quanto trágicos como Chang, Pastor Ernani, Professor Schianberg, Dona Jane, o Careca, Viktor Laurence e alguns outros. Esses personagens nos são apresentados durante a narrativa da história de Cauby e Lavínia. As histórias poderiam se atropelar e se confundir mas o autor, Marçal Aquino, faz essa transição tão bem que o resultado é muito positivo.

Esse livro foi um daqueles que quando estava perto do final, comecei a ler mais devagar para não acabar tão depressa e quando acabou, estava com um sorriso no rosto.

Um pouco sobre o autor (o texto a seguir é da orelha do livro): "Marçal Aquino nasceu em Amparo, no interior paulista em 1958. Publicou, entre outros livros, os volumes de contos O amor e outros objetos pontiagudos (1999), Faroestes (2001) e Famílias terrivelmente felizes (2003), além das novelas O invasor (2002) e Cabeça a prêmio (2003). Autou como roteirista dos filmes Os matadores, Ação entre amigos, O invasor, Nina e Crime delicado."

O link abaixo tem o trecho inicial do livro:
http://bravonline.abril.com.br/conteudo/literatura/livrosmateria_301328.shtml

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Livro: 1808


Queridos leitores, não se enganem pois o título desse post não está errado, eu é que estou atrasada... Indo na contramão do autor, Laurentino Gomes, que acaba de lançar o seu 1822, acabo de ler o seu 1808. Na verdade esse livro não tinha chamado a minha atenção quando lançou até pq ele virou um bestseller logo de cara e tantos artigos foram escritos sobre ele que acabei me desinteressando... ai esse ano, sem saber que o 1822 estava no "forno" tive vontade de ler o 1808. Peguei emprestado o exemplar do meu pai e embarquei de volta ao passado...

De início fiquei encatanda pelo livro que é descritivo e o autor consegue nos transportar para aquela época (não quero entrar no mérito sobre a pesquisa do livro e veracidade dos fatos pois não tenho como julgar, ok?). Mas conforme fui lendo, confesso que me desapontei um pouco, quer dizer bastante. O livro continuava cheio de detalhes e informações mas para mim, faltou um pouco de romance. E nem posso reclamar pq li uma entrevista do autor dizendo que ele não romantizou. Mas foi justamente isso, entre outras coisas, que fez com que eu perdesse um pouco do entusiasmo. Normalmente gosto de ler livros que misturam história com ficção mas esse não era o intuito do livro. E por mais que o autor tivesse todo o cuidado de nos colocar os fatos em uma linguagem mais leiga, ainda assim às vezes me pareceu um livro de história dos tempos de colégio (monótono...). Não vou falar muito sobre a história da obra pq acho que a grande maioria sabe do que se trata: a fuga da família real portuguesa para o Brasil, duzentos anos atrás.

De qualquer forma, pode ser que eu leia (pegando emprestado de alguém) o 1822 para dar continuidade à leitura mas dessa vez, já sei o tipo de leitura que me espera.

P.S. Achei estranho uma das fontes do autor ser o Wikipedia...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Livro: O Retrato de Dorian Gray


Ganhei a assinatura para a coleção 'Clássicos Abril Coleções' e quase todo mês recebo 2-3 livros da coleção. No dia que o pacote chega na minha casa, é uma festa!! Fico horas escolhendo qual eu vou ler primeiro. Na verdade, com algumas exceções estou mesmo é relendo-os.

Já li alguns mas acaba que esqueço de escrever mas não queria deixar de escrever sobre O Retrato de Dorian Gray. Para começar, todos os livros dessa coleção vem com um resumo no final sobre a obra e algumas páginas com resumo da biografia do autor.

Este foi escrito pelo Oscar Wilde e acho que li pela primeira vez a uns dez anos atrás. Oscar Wilde foi um grande autor de teatro, contos e poemas e esse foi seu único romance. Nas palavras do escritor e poeta Jorge Luís Borges, pode-se ler resumidamente a sua trajetória que teve um fim triste: "Mais do que outros de sua espécie, Oscar Wilde foi um homo ludens. Jogou com o teatro; A importância de se chamar Ernesto ou, como quer Alfonso Reys, A importância de ser severo, é a única comédia do mundo que tem sabor de champagne. Jogou com a poesia; A esfinge, não tocada pelo patético, é pura e sabiamente verbal. Venturosamente, jogou com o ensaio e o diálogo. Jogou com a novela; Dorian Gray é uma variação decorativa executada sobre o tema de Jekyll e Hyde. Jogou tragicamente com seu destino; iniciou um pleito que sabia de antemão perdido e que o levaria ao cárcere e à desonra. Em seu desterro voluntário, disse a Gide que ele quis conhecer 'o outro lado do jardim' ".

Eu tinha esquecido como os diálogos desse livros são deliciosos de ler e ricos, principalmente os de Dorian Gray, Basil Hallward (o pintor) e Henry Wotton. Quem conhece bem a biografia de Oscar Wilde diz que nesses diálogos podemos conhecer muitos dos pensamentos do autor sobre o esteticismo, a juventude, os relacionamentos, a sua crítica da sociedade inglesa do final do século XIX e outros temas.

Muitos conhecem a história de Dorian Gray pelo cinema mas quem não leu esse livro com certeza perdeu muito. O livro parece ter sido escrito em atos e em muitos momentos, parece que estamos lendo uma peça de teatro. Os personagens são descritos com detalhes e todos são interessantes. Não é uma leitura difícil e preste atenção nos diálogos.

Nos dias de hoje onde mais do que nunca existe uma busca insaciável pela beleza e pela juvetude "eterna", este livro cai como uma luva ao contar a história de um jovem lindo e o preço que ele teve que pagar pela tão almejada beleza e juventude eterna.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Livro: Guia de Porto

Encontrei esse guia (Guia Turístico Touaqui Porto) no meu último dia em Porto e fiquei arrependida de não ter encontrado no meu primeiro dia lá... Esse guia é super divertido, tem várias dicas legais e atuais desde restaurantes passando por atrações, lojas até objetos/coisas legais para comprar na cidade.

Ah, esse guia pode ser encontrado nas livrarias principais e nas lojas dos museus de Porto.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Livro: Rio Das Flores


Logo que entrei na Livraria Lello (Porto, Portugal), fiquei alguns minutos admirando a linda e histórica livraria e em seguida, o livro "Rio Das Flores" de Miguel Sousa Tavares que estava em destaque me chamou atenção.

Adorei o romance "Equador" que virou um bestseller do autor e gostaria de ler outro livro escrito por ele. Perguntei ao vendedor e ávido leitor sobre o livro e ele disse que era tão bom quando "Equador" e era o que eu precisava escutar para comprar o segundo romance do autor. Observo aqui que o autor nasceu na cidade do Porto.

O livro é grande (630 pgs) que é uma coisa que eu particularmente gosto pois quando o livro é bom, a gente não quer que ele acabe. Assim que começamos a leitura, mergulhamos na vida de três gerações da família latifundiária alentejana Ribeira Flores e os conflitos de cada membro. A história se passa durante o início do século XX até o final da Segunda Guerra Mundial, o cenário é Portugal, Espanha e Brasil (a capa do livro é uma foto antiga da praia de Copacabana) e como diz na contra-capa do livro, é uma história de amor, que se mistura com fatos políticos e históricos da época.

Adorei o livro e quando ele acabou, fiquei com a sensação de que poderia ler mais cem páginas sobre os Ribeira Flores que tanto me cativaram.

Quem não leu "Equador", sugiro que leia-o primeiro pois é um livro (bem) menor e a história te prende mais rápido (pelo menos, foi assim para mim) e assim você já vai se familiarizando com a escrita do autor.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Livro: O Livro do Brigadeiro


Quem é que nesse exato segundo, após ter visto a foto da capa desse livro, não está com muita água na boca e um desejo súbito de comer um brigadeiro?? E quem é que nunca teve aquela vontade insaciável de comer um brigadeiro de colher em um domingo chuvoso, embaixo das cobertas??

O doce super popular brasileiro finalmente está recebendo o tratamento que merece... uma homenagem que já estava fazendo falta nas prateleiras das livrarias... Adorei!!! Quem escreve o livro é uma doceira chamada Juliana Motter, proprietária do Ateliê Maria Brigadeiro, em São Paulo.

Nesse livro, encontramos mais de 40 versões do nosso querido doce nas mais diversas formas e também aprendemos um pouco sobre a sua história. Tem também algumas dicas de preparo, sugestões de vinhos etc... Já estou com vontade de encomendar um exemplar para mim!!

Abaixo segue algumas dicas da autora (Atenção: o texto reproduzido abaixo mantém a ortografia original do livro):
                        
E quando não dá certo? Às vezes, a receita desanda. credite, não é só na sua cozinha... Já joguei tanto brigadeiro fora que o lixeiro deve achar que sou a pior cozinheira do bairro. Não sei de onde vem isso, mas as pessoas têm aquela idéia de que fazer brigadeiro e fritar ovo são as tarefas mais fáceis da cozinha. Sendo assim, usam os dois para provar que fulano não leva o menor jeito na cozinha. "Ah, fulana só sabe fazer brigadeiro. Nem ovo frita". Claro que não frita. Gente, fritar ovo é coisa séria, exige muito treino, caso contrário ele fica com a clara borrachuda, a borda esturricada e a gema crua. Com o brigadeiro é a mesma coisa. Distraiu, lá está ele grudado no fundo da panela, todo empelotado e com gosto de queimado. O que fazer nesse caso? Fritar um ovo?


Salve-se quem puder!


Bem, vamos lá, o brigadeiro deu errado. Não se desespere! Talvez seja possível salvá-lo. Saiba aqui como dar os primeiros (e últimos) socorros. Empelotou? Tire-o imediatamente do fogo e bata com força (o que não será difícil no estado de humor em que você vai estar) até que o creme fique lisinho novamente. Ufa! Volte para o fogo e mexa sem parar até dar o ponto.


Cristalizou? Se você esquecer de limpar as bordas da panela com a colher durante o preparo, o brigadeiro que se depositar ali vai passar do ponto e formar aqueles caramelos durinhos que grudam no dente, ameaçando botar abaixo todas as obturações. Não há como dar jeito em "cororó" (como chamam os baianos). A recomendação é comer assim mesmo e marcar logo uma consulta ao dentista. Grudou no fundo? Não tente raspar à força com a colher de pau, caso contrário seu brigadeiro terá um único gosto: de queimado. Tire com cuidado o que estiver por cima e mergulhe a panela em água e sabão.”

E agora, duas receitinhas do livro para a gente já ir praticando... Afinal de contas, toda mulher e todos os chocólatras sabem fazer um brigadeiro gostoso mas não custa nada dar uma olhada na receita "oficial"...


Brigadeiro Tradicional
(rende 30 brigadeiros)

Ingredientes
:: 1 lata de leite condensado
:: 4 colheres (sopa) de chocolate em pó (ou 8 colheres de raspas do seu chocolate favorito)
:: 1 colher (sopa) de manteiga extra sem sal
:: Raspas de chocolate para confeitar

Modo de Fazer
Abra a lata de leite condensado e despeje na panela. Acrescente o chocolate em pó (ou as raspas de chocolate), misture bem, junte a manteiga e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até que a massa desgrude do fundo da panela. Quando estiver no ponto, retire da panela e transfira para um recipiente de louça untado com manteiga. Deixe esfriar, molde as bolinhas, passe-as em raspas de chocolate ao leite ou meio-amargo e acomode-as nas clássicas forminhas de papel plissado.


Bolo brigadeiro (ilustração acima)
Rende: 8 porções

Ingredientes
:: 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
:: 2 xícaras (chá) de açúcar
:: 1 xícara (chá) de chocolate em pó
:: 1 colher (sopa) de fermento em pó
:: 1 pitada de sal
:: 3 ovos
:: 1 xícara (chá) de manteiga sem sal
:: 1 xícara (chá) de água fervente

Ingredientes da cobertura
:: 2 receitas de brigadeiro (preparadas conforme instruções abaixo)
:: raspas de chocolate (para confeitar)
:: 1 lata de creme de leite

Modo de Fazer
Em uma vasilha grande, de metal ou louça, coloque os ingredientes secos do bolo: a farinha de trigo, o açúcar, o chocolate em pó, o fermento em pó e o sal. Faça um buraco no meio e junte os ingredientes líquidos (ou quase): os ovos, a manteiga derretida e a água. Bata imediatamente na batedeira (para não cozinhar os ovos) até a massa ficar bem homogênea (aproximadamente 5 minutos, na velocidade máxima). Despeje-a em uma forma untada com manteiga e enfarinhada, assando em forno médio (180 graus), preaquecido, por 35 minutos ou até que o bolo esteja assado. Teste com o palito. Prepare a cobertura: faça o brigadeiro e, quando estiver no ponto, acrescente a lata de creme de leite e continue mexendo por mais 5 minutos. Apague o fogo. Corte a massa do bolo ao meio, no sentido horizontal, recheie e cubra com o brigadeiro morno e decore com as raspas de chocolate.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Livro: "How the World Makes Love" (Como o Mundo faz Amor)


O título sugestivo desse livro é o resultado de um pé na bunda e uma consequente viagem. O americano, Franz Wisner, depois de ter sido abandonado no altar resolveu viajar pelo mundo para descobrir como homens e mulheres de diversas nacionalidades se relacionam.

O livro foi publicado em janeiro desse ano mas ainda não chegou no Brasil. Abaixo segue as suas principais descobertas do autor:

Botsuana
"Com tantos genocídios, casos de corrupção e epidemias, não há motivo para os africanos serem otimistas. Mas eles são. Acreditam na vida - e no amor - de uma maneira inspiradora. Seu casamento vai mal? Passe uma temporada em Botsuana antes de pedir o divórcio."

Brasil
"Sim, o amor no Brasil é possível, inclusive para os gringos. Você só precisa estar aberto a novas experiências e saber dançar. Outra coisa: esqueça a aparência física. Vou revelar um segredo. As brasileiras não são as mulheres mais belas do mundo. O que importa não é a beleza, e sim a atitude. E isso elas têm de sobra. Os casais se agarram em público - e acreditam que essa demonstração de carinho é a chave para a felicidade."

Egito
"Para os egípcios, amor e religião são duas coisas muito próximas. Trata-se de algo divino, que leva à iluminação espiritual. Contato físico? Nem pensar. A interação entre homens e mulheres é proibida e os gays vão para a cadeia."

Índia
"Não existe essa coisa de 'amor à primeira vista'. A maioria dos casamentos ainda é combinada entre os pais. Para os indianos, o amor surge com o tempo - os casais precisam trabalhar duro para que isso aconteça. De alguma maneira, dá certo. Na Índia, menos de um em cada dez casamentos termina em divórcio."

Nicarágua
"As relações afetivas estão acima de tudo na vida dos nicaraguenses. Para eles, quem ama de verdade supera guerras civis, desastres naturais, transformações sociais e culturais. O amor estava presente até nos tempos de guerrilha - e há quem diga que a revolução era algo muito romântico."

Nova Zelândia
"Em nenhum outro país encontrei uma sociedade que valoriza tanto a mulher. A cultura maori é matriarcal e, ali, elas são poderosas. O resultado disso é uma abundância de relações equilibradas e sexo frequente, ainda que falte um pouco de comunicação entre os parceiros."

República Tcheca
"Uma característica comum entre os tchecos é a capacidade de apreciar os pequenos prazeres da vida. Eles se empolgam com teatro, literatura, natureza, família e sexo. Os tchecos são muito libertinos. Em poucos lugares se trai tanto quanto nesse país."

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Livro: Os Espiões


Acabo de ler o novo romance do Luiz Fernando Veríssimo e por incrível que pareça, esse foi o 1o livro dele que li, embora sempre leio as suas crônicas.
Em "Os Espiões", um editor (o narrador do livro) de uma pequena cidade se sente atraído por um manuscrito incompleto que recebe. As paginas contam a história de uma moça, Ariadne, que está a beira de cometer suicídio mas antes, quer deixar a sua história escrita para que ela possa ser publicada. A cada semana, chega um novo envelope com mais um capítulo da história contando fatos: do seu envolvimento com o Amante Secreto e a sua morte, do seu casamento, da sua familia... A essa altura, o editor se encontra envolvido de uma tal maneira que junto com alguns amigos de bar, resolvem ir atrás da jovem autora e tentar impedir o tão anunciado suicídio.
É uma leitura divertida e rápida e para quem tiver uma semana tranquila, esse é um livro que irá te entreter um bocado por alguns dias.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Livro: Seis Suspeitos


Confesso que esse livro não me atraiu logo de início mas enquanto eu passeava pela livraria em busca do último livro que eu iria ler em 2009, um dos caras da livraria me indicou esse livro (pensei " Será que ele ainda se encontra embebido pelo sucesso de Caminho das Índias??". Me perguntou quais eram os ultimos dois livros que eu tinha lido e respondi Equador (abri um parêntese para dizer que esse livro é delicioso, falarei dele em outra ocasião - escrito por Miguel Sousa Tavares) e A Praça do Diamante (escrito por Mercè Rodoreda - gostei bastante...) e não sei por qual razão, ele achou que eu fosse adorar um romance policial... Com isso, comprei o livro.

Para quem não sabe, o autor é o Vikas Swarup que tb escreveu Sua Resposta Vale um Bilhão que deu origem ao filme Quem Quer Ser um Milionário (vencedor de 8 oscars).

O início do livro é um pouco confuso por conta da quantidade de personagens que são nos apresentados praticamente de uma vez só e tb por conta dos nomes longos indianos mas logo a gente aprende a reconhecer quem é quem... O livro começa com o assassinato de um típico playboy indiano, Vicky Rai, durante uma festa em sua mansão. Encontram-se então seis suspeitos que estavam na festa munidos de armas de fogo. Com isso dito, o leitor vai aprender um pouco sobre cada um desses seis suspeitos e os motivos que levariam-os a matar a vítima. Assim como o 1o romance de Vikas Swarup, no final do livro, ligam-se todos os pontos e temos um final surpreendente. Durante a leitura, vamos nos familiarizar com o sistema de castas, gírias e com o cotidiano indiano.

Recomendo para quem procura um livro sem compromisso, divertido e para quem gosta de romances policiais (claro!).